O mundo está passando por uma metamorfose, onde  aquele que levanta a voz para defender a causo de um povo,  por trás  desta mascara esconde o opressor, o enganador:  Por todos os lados estão  criando mecanismo para cercear o direito de um povo. Violentando todos os direitos de sobrivivencia da Vida.

A Fundaçao CitizenGO

Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos

1889 F Street, NW  Washington, DC 20006 EUA Fax: (202) 458 3992  E-Mail:  cidhoea@oas.org  http://www.oas.org/en/default.asp

Corte Interamericana de Derechos Humanos 
Avenida 10, Calles 45 y 47 Los Yoses, San Pedro, San José, Costa Rica
Teléfono: (506) 25271600 | Fax: (506) 2234 0584 | corteidh@corteidh.or.cr |http://www.corteidh.or.cr/ Apartado Postal 6906-1000, San José, Costa Rica

Tribuna do Agricultor era uma coluna de um jornal cooperativista, no Sul do Brasil. Que contava a história de vida dos produtores na década de 70 e 80 recriada para contar a história de um povo em plena era da tecnologia digital

http://tribunadoagricultor.org.br/

 

 

O Meu País

Compositor: Livardo Alves - Orlando Tejo - Gilvan Chaves

Tô vendo tudo, tô vendo tudo Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que crianças elimina Que não ouve o clamor dos esquecidos Onde nunca os humildes são ouvidos E uma elite sem Deus é quem domina Que permite um estupro em cada esquina E a certeza da dúvida infeliz Onde quem tem razão baixa a cerviz E massacram - se o negro e a mulher Pode ser o país de quem quiser Mas não é, com certeza, o meu país

Um país onde as leis são descartáveis Por ausência de códigos corretos Com quarenta milhões de analfabetos E maior multidão de miseráveis Um país onde os homens confiáveis Não têm voz, não têm vez, nem diretriz Mas corruptos têm voz e vez e bis E o respaldo de estímulo incomum Pode ser o país de qualquer um Mas não é com certeza o meu país

Um país que perdeu a identidade Sepultou o idioma português Aprendeu a falar pornofonês Aderindo à global vulgaridade
Um país que não tem capacidade De saber o que pensa e o que diz Que não pode esconder a cicatriz De um povo de bem que vive mal Pode ser o país do carnaval Mas não é com certeza o meu país

Um país que seus índios discrimina. E as ciências e as artes não respeita Um país que ainda morre de maleita Por atraso geral da medicina Um país onde escola não ensina E hospital não dispõe de raio - x Onde a gente dos morros é feliz Se tem água de chuva e luz do sol Pode ser o país do futebol Mas não é com certeza o meu país

Tô vendo tudo, tô vendo tudo Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que é doente e não se cura Quer ficar sempre no terceiro mundo Que do poço fatal chegou ao fundo Sem saber emergir da noite escura Um país que engoliu a compostura Atendendo a políticos sutis Que dividem o Brasil em mil Brasis
Pra melhor assaltar de ponta a ponta Pode ser o país do faz-de-conta Mas não é com certeza o meu país

Tô vendo tudo, tô vendo tudo Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo